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Desde: 10 de março
de 2006
Versão: 2 de junho de 2008
Adeus ano velho...
Tem pouco tempo que eu acredito que não existem anos bons e anos ruins... e sim, momentos bons e ruins. Como já entendi, somos nós quem fazemos nossas escolhas, e são elas que criam tais momentos, pra começar, eu desejo pro próximo ano, que todos nós saibamos escolher melhor.
Independente do que cada um acredita, acho válido os melhores desejos pro próximo ano, e aquele agradecimento báááásico dia 31, afinal, mesmo que coisas ruins tenham acontecido, o ano acabou e tem um novinho esperando pela gente. (e como eu li por aí: já tô apaixonada por ele!)
Aprender foi a palavra chave do ano que passou, e espero, realmente, que ela continue presente nos próximos... todos precisamos, sempre.
Mais alguns sonhos realizados seriam um grande presente também, principalmente aquele sonho mór, aquele que me manteve esse ano todo, mesmo quando eu pensei em jogar tudo pro alto.
Um dos meus planos pra 2009 é não jogar mais nenhuma oportunidade fora, e espero que o de vocês também seja... tantas chances são perdidas por medo de arriscar.
E aí, vamos viver mais?!
Ficam aqui, todos os meus melhores desejos!
Feliz 2009, galeeeera!
"essa fé que ainda me faz, otimista até demais..."
Grande cursinho!
E pensar que tinha dito que o ano passado havia sido excessivo...
Mal sabia o que me aguardava nesse "já não tão novo" ano.
Me jogaram em outro mundo, de repente, e eu nem sabia por onde começar!
O desespero natural do começo foi, vagarosamente, dando lugar à uma euforia "escondidinha" que brigava com o orgulho próprio e aparecia, tímida, quando os dias "esperados" estavam se aproximando.
"Ansiedade' foi o que definiu tudo isso, e bem mais, Aprendizado (pela primeira vez na vida - escrito assim - com letra maíuscula!). E hoje, dá pra se dizer com todas as letras possíveis, não me importo mesmo com o resultado disso tudo, não há aprovação nenhuma que resuma cada uma das "novidades" desse ano que passou.
Meu "infinito particular" - como diria a sábia Marisa Monte - expandiu-se! Loucura mesmo foi me permitir entrar nele, justamente nessa loucura toda chamada "Vestibular", que pode até ser temido por alguns, mas pra mim, não! Pra mim, ele foi o responsável pela maior aprendizagem de toda a minha vida.
Nunca em um espaço de tempo tão curto me chegaram tantas coisas novas, e o que era quase impossível, aconteceu! Consegui, em meio a tudo isso absorver uma parte delas! Afinal, acredito que esse é o verdadeiro sentido das coisas: aprender, compartilhar e absorver e assim iniciar de novo o ciclo.
Que bom que o possível foi feito... e que incrível isso tudo!
Me faltam adjetivos ainda... e como não poderia deixar de ser, todos eles tem meu agradecimento e meu respeito eternos, afinal, fizeram parte de um dos anos mais excessivamente incríveis da minha vida.
“Direitamente Esquerdista”
“Nesse mundo que vive de aparências, eu sou um politicamente incorreto”.
Danilo Gentili
As coisas sempre mudam... O clichê (bem real) serve para tantas coisas, inclusive para o conceito de “esquerda” ou “direita”. Muitas pessoas do famoso mundo do “do contra” são desrespeitadas, e não duvido: Você com certeza já fez parte dos “estranhos” da turma ou da sociedade.
Segundo qualquer dicionário “diferente” significa tudo que foge do convencional, ao ler isso me pergunto: Quem foi que definiu o que é convencional? Não foram as mesmas pessoas que tiveram que criar algo novo antes disso se transformar em “normal”?
Na década de 70 várias tribos surgiram e anormalmente inovaram, entre elas: os punks, os hippies, os skinheads... E todas elas (apesar das mais óbvias diferenças culturais) pregavam o fim do preconceito contra o que não é normal e com isso desafiaram o Sistema.
Atualmente, por incrível que pareça, existem os skinheads de direita e os de esquerda, os punks de direita (?) e os de esquerda.
De direita? Mas todos eles não foram criados justamente pra “desafiar” o sistema?
A contradição mora exatamente aí, provando que antes de qualquer coisa, ser de “direita” ou de “esquerda” é uma condição efêmera, afinal os conceitos sempre mudam e são moldados aparentemente pela própria sociedade que, ironicamente, diz ser tão contrária à “definição” de pessoas.
A visão política é apenas um dos fatores utilizados para a definição de direita ou de esquerda.
A maioria dos jovens acredita que fazer parte de um grupo gigante é algo tão importante, eu não. Faço parte assumidamente dos “incompreendidos” (sem querer me fazer de vítima, que fique claro) dos anos “2000”, e me pergunto sempre quem foi que criou esses moldes. A sociedade não é a única culpada... Tem muita coisa envolvida! Inclusive aqueles que são tão radicais a ponto de não aceitarem qualquer diferença.
Dizer que é de “direita” é algo bonito... Cria-se até um certo status quando a palavra é dita: “D I R E I T A”, mas olhando por outro lado, quando o discurso pode ser cínico ao extremo, o que é uma “qualidade” pode até ser algo problemático, afinal esconder a opinião não é de direita. Ou é?
Por outro lado, ser de esquerda indica um espírito super revolucionário, de quem quer mudar o mundo sozinho, mas até então quase nenhum deles foi mesmo atrás de seu objetivo. Olha a direita se manifestando de novo! Dessa vez em outro grupo: os “acomodados” com o Sistema, aqueles que querem mudar, mas talvez por falta de coragem ou algo além disso, (um “direitismo” meio “escondidinho”, eu diria) não colocam seus “quase planos” em prática.
Portanto, no fundo todos temos os dois lados, e isso não significa que eles lutem mutuamente e nem que serão permanentes durante toda a nossa vida. Mudanças existem. A “metamorfose ambulante” do grande Raulzito talvez seja a solução para a não criação da divisão de direita esquerda. E quanto a mim? Mesmo que chamem de sem opinião, continuo politicamente “em cima do muro”.
Produto de exportação cultural
"É o meu Brasil brasileiro, terra de samba e pandeiro”.
Ari Barroso em "Aquarela do Brasil"
"Todo brasileiro já nasce sambando e jogando futebol". A frase é conhecida em todo o planeta, apesar de não tão verdadeira não há como deixar de como reconhecer os méritos dos nossos antepassados, afinal, não fossem eles, as culturas de outros países não teriam conseguido aqui, a sua "nova nacionalidade".
Ironicamente, o maior símbolo da nação, o samba, não é brasileiro. Ele veio de outro continente que jamais seria conhecido por qualquer ritmo musical, a África. E o futebol, tão idolatrado em todo o território, também não é invenção tupiniquim. Veio da Europa, Inglaterra, berço de algumas das maiores bandas de Rock de todos os tempos.
O país que parece ter roubado peças culturais de outros países, precisou delas para construir sua própria identidade. O paradoxo brasileiro se dá ao ponto que a cultura evolui gradativamente enquanto que, outros fatores bem mais importantes são deixados de lado, como resolução de problemas sociais, entre eles a educação e o desemprego.
Apesar de a "indústria cultural" criar empregos (especialmente no Carnaval e em Eventos "Futebolísticos"), estes não são duradouros e provam que não é só de cultura que vive um país, ainda mais com as condições contrastantes e geográficas do Brasil.
Como já disse Lima Barreto em "Triste fim de Policarpo Quaresma", "O Brasil é o país mais fértil do mundo", é um equívoco pensar somente em questões naturais, a fertilidade nacional manifesta-se também a cada novo talento que surge aqui, e assim como a "terra", é "privatizado", "comprado".
A "Fábrica de craques brasileira" já adaptou-se a nossa realidade, assim como na economia nacional, "nós produzimos" e "eles compram" como produtos de exportação, isso indiretamente tranqüiliza o menino pobre que troca à escola pelo futebol e diante de tantos exemplos que deram certo acredita em uma melhor condição de vida fora de sua própria terra natal.
Novos talentos nacionais são enviados para outros países diariamente... Estamos "devolvendo" a cultura "emprestada" por eles depois de lapidada em nossos jovens? A questão pauta-se na escassez de recursos nacionais e na grande busca (especialmente no mercado esportivo), de estrelas dispostas a brilharem longe de casa.
Não demora muito para que "nossos" elementos culturais voltem para seus reais locais de origem, infelizmente, pelas mãos (ou pés) de próprios brasileiros. E este problema não se resolve nem com o famoso "jeitinho brasileiro" que, diga-se de passagem, será nosso mesmo?
Bárbara Intervenção
O conceito de Geopolítica pressupõe a análise de território tendo em vista a dominação de local e de pessoas. Termos tão complexos como este podem até não serem conhecidos pelos traficantes das grandes cidades, mas não há dúvida, já foram utilizados pragmaticamente em busca de um único objetivo: as drogas.
Séculos atrás, durante o Metalismo, os metais preciosos eram o termômetro do poderio de um local. No presente contexto, a situação se repete. Porém, enquanto naquela época o objetivo era o desenvolvimento econômico das grandes potências, atualmente restringe-se ai egoísmo capitalista em busca de mais, poupando, sequer, vidas inocentes. Então, é hora da Segurança Pública agir.
Até que ponto o Estado tem o direito de determinar uma vida? Esta grande questão do Novo Século pauta-se em exemplos aterrorizantes tal qual a intervenção militar em uma área considerada "privada" pelos traficantes.
A obra em questão, "Cimento Social", foi criada pelo Senador (e candidato a prefeitura do Rio de Janeiro, diga-se de passagem) Marcelo Crivella, e, poderia, quem sabe, servir como exemplo para o Combate à Violência, mas, pelo contrário, foi criticada pelos próprios moradores e levantou polêmica em todos os setores da sociedade.
Quase dois meses após a obra, não se tem notícias de melhoria no quadro de violência no Morro da Providência, local da intervenção, o que, aliás, não seria novidade tendo em vistos os métodos bar barbaramente cruéis utilizados pelos próprios militares.
A entrega dos jovens a facções rivais dividiu a nação. Os que apoiavam pareciam acreditar em uma "nova" justiça, que usa de barbaridades para unir, já que, na maioria das vezes, as formas ditas como "convencionais" não são tão eficientes,
A situação brasileira piora gradativamente. Intervenções, para serem bem sucedidas, deveriam, antes de qualquer coisa, respeitar o direito humano, independente de raça ou classe social.
A utopia de John Lennon na música "Imagine" distancia-se ainda mais da humanidade, quando esta, formada por "Morros da Providência" encontra militares que não medem as conseqüências de seus atos. O futuro já é sinônimo de horror e medo. Será que um dia, como disse o ex-Beatle, "o mundo poderia ser um?”.
Ela se sente tão diferente, mas é igual. ela quer, e quer agora. ela sonha, e quer realizar. ela quer o que todos querem, mas no fundo acha que deveria querer mais que todos. ela procura, nem sempre acha. ela pensa em desistir, mas depois percebe que aquilo foi só um pensamento inoportuno. ela busca o tempo, mas reclama quando ele chega. ela investe, briga, mas nem sempre vence. ela queria não ter crescido, mas parece ter amadurecido demais. ela ainda sonha com bonecas, mas ao acordar, não as encontra mais em seu quarto. ela acha que é só mais uma. O que falta à ela? Perceber que por menos que pareça, no fundo, ela ainda é única!
A vida não para. Ela continua acontecendo e é nossa a obrigação de fazer parte dela.
E mesmo assim, a maioria das pessoas se preocupa demais com o passado e esquece que tem um futuro incerto, mas enorme pela frente!
Vamos fazer ser diferente?
Colocar na cabeça e principalmente aprender que certas coisas quando não são pra acontecer, simplesmente não acontecem, não é nada fácil... mas é necessário.
E por mais que pareça possível, nada que possamos ou não fazer justifica isso, por isso às vezes pensamos que o tal "livre arbítrio" é cumprido em todas as situações, mas algumas coisas não funcionam assim. Esse poder total de inteferirmos e definirmos nossas vidas não é algo absolutamente possível, uma vez que, fazemos parte de uma história que outrora já foi escrita, sendo nós contrários ou favoráveis à isso.
O que realmente importa é aceitar essa nova história e fazer parte dela, da melhor maneira possível!
Mudar é sempre bom. Seja na cor do cabelo, no estilo ou em qualquer outra coisa. O que vale mesmo é se identificar com o que você é por dentro e independente do que pensem... Esse verdadeiro "eu" é o que mostra realmente a sua luz própria.
Eles nos ensinam tanta coisa...
Mas acima de tudo, nos ensinam a sonhar, que.. não sei, é algo que dá o verdadeiro valor a vida, mostram com a sua forma, que as coisas mais importantes envolvem os maiores riscos, mas em troca disso, a realização é maior. Ela vem em forma de sorrisos, acenos, abraços.. aquilo é tão intenso que até parece que vai durar pra sempre.
Ás vezes não dura, mas a forma que isso acontece acaba ficando tão registrada e tão marcada que, é até impossível não se lembrar daquilo todos os dias , ou até todas as noites. Se torna uma lembrança viva e presente e quem sabe, até maior que isso, é o desejo que aconteça denovo.
Será que vai ser tudo tão bom? Será que vai ser tão inesquecível?
E quando nem lembranças existem?
Vale a pena correr tantos riscos só por uma realização que talvez não venha?
Tentar realizar o sonho requer confiança, e mais do que isso.. esperança e talvez um amor incondicional.
Enfim, quando o amor é incontrolável, esses riscos não significam nada perto da realização que virá (quem sabe) depois.